META
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Aumentar em 7% o uso do transporte público em São Paulo até 2020

Prog. de Governo

Número ODS

Execução da Meta



Valor Base 2017 2018 2019 2020 - Projeção para
1° Sem 2° Sem 1° Sem 2° Sem 1° Sem 2° Sem 1° Sem 2° Sem - 2017-2018 2019-2020
Valores acumulados 2653 2272 - 2840
Valores por período 2272 - 2840

Status: Em andamento
Último dado disponível: dezembro/2017
Última atualização: janeiro/2018

  • Ficha TécnicaVer detalhes

    Ponto de partida

    Valor base
    2.653 km

    Período base
    2016

    Projeção da meta

    2019-2020
    7%
    2.840 km

    Informações do indicador

    Descrição do indicador
    Distância média percorrida, em quilômetros e ao ano, por cada munícipe em viagens com origem e destino no município de São Paulo (por ônibus municipais ou metrô) ou com origem no município e destino na Região Metropolitana de São Paulo (no caso dos trens metropolitanos)
    Indicador = (passageiro*Km do Metrô) + (passageiro*km da CPTM) + (passageiro*km da SPTrans) / população do município de São Paulo
    Obs.: passageiro*km = ∑ (passageiro 1 * distância percorrida pelo passageiro 1 em Km, passageiro 2 * distância percorrida pelo passageiro 2 em Km, passageiro 3 * distância percorrida pelo passageiro 3 em Km, ... passageiro n * distância percorrida pelo passageiro n em Km)

    Fórmula de cálculo
    [(Indicador alcançado em 20XX – 2.653) / 2.653] * 100

    Notas técnicas

    O indicador de uso do transporte público é a somatória do produto de cada passageiro pela sua respectiva distância percorrida, em quilômetros, (pax x km total) em cada um dos três sistemas de transporte (ônibus municipais - SPTrans, trens metropolitanos – CPTM e Metrô) ponderada pela população residente na cidade de São Paulo (de acordo com projeções da Fundação SEADE). pax * km é calculado para cada um dos sistemas, considerando: 1) SPTrans – Inclusão de todas as viagens realizadas por passageiros no sistema. 2) Metrô – Inclusão de todas as viagens realizadas por passageiros no sistema. 3) CPTM – Inclusão de viagens: i) com origem e destino no município de São Paulo; ii) com origem em São Paulo e destino em outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo, mas apenas na sua extensão percorrida dentro dos limites deste município e a consequente projeção da viagem de retorno, também apenas considerada a distância percorrida em solo paulistano. Exclusão das viagens: i) com origem e destino fora do município de São Paulo (consideram-se os pontos de embarque e desembarque, ainda que o trajeto passe pelo território paulistano); ii) origem em outros municípios e destino em São Paulo (e sua projeção de retorno), porque o índice tem como denominador a população residente em São Paulo, sendo incorreto, assim, considerar viagens de usuários cuja origem (e residência) se dê em polos geradores situados em locais cuja população não está sendo considerada para relativização do índice. 4) EMTU – Exclusão de todas as viagens do sistema, mesmo aquelas com origem e destino em São Paulo. Considera-se que estas representam distorção do sistema como concebido e cuja consideração para estabelecimento do valor base se mostraria incorreta, visto que se pretende eliminar estas distorções. Ademais, a somatória das viagens realizadas pela EMTU com origem e destino em São Paulo representa apenas 0,53% do total de viagens geradas no município e 1,41% quando considerados apenas os deslocamentos por transporte coletivo (Pesquisa de Mobilidade do Metrô de 2012). Portanto, Indicador = (passageiro*Km do Metrô) + (passageiro*km da CPTM) + (passageiro*km da SPTrans) / população do município de São Paulo Obs.: passageiro*km = ∑ (passageiro 1 * distância percorrida pelo passageiro 1 em Km, passageiro 2 * distância percorrida pelo passageiro 2 em Km, passageiro 3 * distância percorrida pelo passageiro 3 em Km, ... passageiro n * distância percorrida pelo passageiro n em Km) As distâncias percorridas nas viagens em cada um dos sistemas são estimadas a partir de uma ferramenta denominada Emme, que se constitui de um sistema completo de modelagem que possibilita gerar previsões da demanda por transportes em escala urbana, regional e nacional, que é usado em mais da metade das cidades mais populosas do mundo e executa alguns dos modelos de previsão da demanda por transportes mais complexos do mundo. O Emme calcula a distância que cada usuário de transporte percorre em cada modo de transporte de que fez uso, promovendo alocações de viagens com base na matriz de origem e destino - levando em conta o tempo de viagem de cada modo, custo, tempo de espera, tempo de transferência etc. A simulação é sempre realizada segundo a hora pico da manhã, hoje correspondente a 11% da utilização do transporte ao longo do dia.

    Unidade de medida
    km

    Frequência
    Anual

    Fonte
    Secretaria de Mobilidade e Transportes (SPTrans) e Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo (CPTM e Metrô)

Informações Adicionais

janeiro/2018

O indicador de uso do transporte público foi construído durante a fase de elaboração do Programa de Metas, no primeiro semestre de 2017. Como apresentado na ficha descritiva do indicador, ele representa o uso do transporte público por meio da distância percorrida por passageiro, obtida por meio de estimativas, no transporte público da cidade de São Paulo (seja por ônibus municipais, metrô ou trem).  O cálculo do valor base foi realizado por meio de um software amplamente utilizado para simulações de transporte em todo o mundo - o Emme. Este software possui alta confiabilidade para a realização de simulações relacionadas ao uso de diferentes modais de transporte, utilizando como base o viário disponível e os modais de transporte público. No cálculo do valor base por meio desse simulador, obteve-se o valor de 2.654 km / habitante para o ano de 2016. Este mesmo simulador foi utilizado para o cálculo das projeções para os demais anos da gestão (2018, 2019 e 2020) e para definição da meta para o ano de 2020 - aumento em 7% do uso do transporte público. O uso do dado simulado como base foi necessário para que se pudessem fazer as projeções com a mesma base de análise. Pelas simulações realizadas na época, o uso do transporte público aumentaria 1,53% no ano de 2017.

Em janeiro de 2018, o valor alcançado no ano de 2017 foi calculado por meio de dados de bilhetagem (da SP Trans, do Metrô e da CPTM) e por meio de estimativas para a distância percorrida por passageiro, de acordo com a metodologia definida para o indicador. Obteve-se o valor de 2.272 km / habitante para o ano de 2017. A princípio, parece ter havido uma queda significativa do uso do transporte público na cidade (redução de 11,6% em relação ao valor publicado como base), entretanto, ao se proceder ao cálculo do indicador para ano de 2016 com base nos dados de bilhetagem, e não com base apenas nos dados simulados, obteve-se o valor de 2.346 km / habitante. Dessa forma, se a comparação for feita entre o indicador com base em bilhetagem para o ano de 2017 e o indicador com base em bilhetagem para o ano de 2016, a redução ocorrida passa a ser de 3,1%, ou seja, há uma diferença substancial na intensidade dessa redução dependendo do referencial. Entretanto, independente da análise considerada, ocorreu uma redução do uso do transporte público na cidade de São Paulo durante o ano de 2017.

Como se trata de uma meta de impacto, inúmeros fatores podem ter contribuído para esse resultado. Um dos fatores a ser levantados é a questão macroeconômica do país, que se reflete na mobilidade da cidade. Conforme pesquisa da Fundação Seade, o desemprego na cidade de São Paulo passou de 16% no mês de novembro de 2016 para 16,5% no mês de novembro de 2017, um aumento de 3,1%. Com o aumento do desemprego e redução da renda, as pessoas restringem a sua mobilidade, impactando diretamente no indicador proposto. Outro fator de destaque é a não reorganização das linhas de transporte público sobre pneus, dependente da nova licitação do transporte público, que terá seus contratos assinados ao longo do ano de 2018. Com a assinatura desses contratos, melhorias ocorrerão no transporte público por ônibus municipais, o que poderá incentivar o uso deste modal nos próximos anos.